Grupo de trabalho composto por direção e professores do campus sugere redução das vagas para aumentar nota de corte no vestibular
Cinthia Rodrigues e Tatiana Klix, iG São Paulo em 17/03/2011
Inaugurado em 2005, o campus Leste da Universidade de São Paulo (USP) pode perder até 330 das 1.020 vagas oferecidas atualmente. O iG teve acesso ao relatório de conclusão do grupo de trabalho da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) que estudou a revisão dos cursos da unidade por conta de baixa demanda. A proposta pede a diminuição de pelo menos 10 vagas em cada carreira.
Segundo o relatório, as salas de aula da unidade foram feitas inicialmente para atender turmas de 50 alunos, mas os vestibulares ofertaram 60 vagas por ano em cada uma e, com as repetências, há algumas turmas com 65 a 70 estudantes, o que comprometeria o aprendizado. Além disso, seguindo as diretrizes apontadas pela reitoria da USP no ano passado, todos os cursos com baixa demanda foram reavaliados e, em alguns casos, a sugestão é que as vagas sejam reduzidas de 120 para 40.
O relatório também aponta a intenção de tornar a seleção mais rigorosa: “Esta redução sugerida teria um efeito imediato no aumento da relação candidato-vaga, já que a procura por alguns dos cursos da EACH é bastante reduzida. Enfim, de modo geral, teríamos um aumento na nota de corte e, certamente, uma elevação na qualidade dos alunos ingressantes, algo desejado por toda a universidade”, diz o documento assinado por um grupo de trabalho formado pelo ex-reitor da instituição durante a criação da USP Leste, Adolpho José Melfi, e professores tanto da EACH quanto de outras unidades.
Em alguns cursos a redução de vagas seria bem maior. A proposta é reduzir pela metade as 60 vagas de Ciências da Atividade Física, de 120 para 80 as de Gestão Ambiental e cortar uma turma de Licenciatura de Ciências da Natureza, reduzindo de 120 para 40 ou 50 vagas. O pior caso seria o de Obstetrícia que poderia ser fundido com o curso da Escola de Enfermagem, perdendo todas as 60 vagas atuais.
Novos Cursos
Em contrapartida seriam criados mais dois cursos com 30 vagas cada. Um deles, o de Mídias Digitais, já está aprovado pelo Conselho Universitário e outro, de Design de Serviços, foi sugerido pelo diretor da USP Leste, Jorge Boueri, em 2010.
O relatório pede ainda transparência na função dos docentes e a revisão de disciplinas optativas que estaria formando turmas muito pequenas. “Uma situação que chamou a atenção é a existência de um curso onde havia 11 alunos matriculados em uma disciplina, com 29 docentes arrolados e todos com igual atribuição de atividade didática”, diz o relatório.
A direção da instituição não quis comentar o relatório. Segundo a assessoria, as sugestões serão agora apresentadas aos coordenadores dos cursos e ainda podem sofrer mudanças antes de serem enviadas à reitoria. No ano passado, a USP lançou novas diretrizes para criação de cursos que pediam a revisão de carreiras com baixa demanda.
Cursos existentes vagas atuais corte de vagas como ficaria
Ciências da Atividade Física 60; 30; 30
Gestão Ambiental 120; 40; 80;
Gerontologia 60; 10; 50
Gestão de Políticas Públicas 120; 20; 100
Licenciatura em Ciências da Natureza 120; 80; 40
Lazer e Turismo 120; 20; 100*
Marketing 120; 20; 100
Obstetrícia 60; 60; 0**
Sistema de Informação 180; 30; 150
Têxtil e Moda 60; 20; 40
Total 1.020; 330; 690
Novos cursos
Mídias Digitais 30
Design de Serviços 30
** curso se fundiria com o de enfermagem; *se a baixa procura persistir, uma turma seria extinta e mais 50 vagas seriam cortadas;
Espaço para discussão e divulgação sobre a parteria e saúde na assistência às gestantes, parturientes e puérperas
sexta-feira, 1 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Pesquisadores vão investigar motivos que levam a mulher a optar por parto normal ou cesariana
Partos programados pode estar relacionada ao aumento de bebês prematuros no país
Parto normal dimunui riscos de infecção e difculdades respiratórias e facilita a amamentação, diz médica .Publicidade..Uma equipe de pesquisadores da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública), ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vai investigar os motivos que levam a mulher a optar pelo parto normal ou pela cesariana e avaliar que consequências a escolha pode trazer para a mãe e o recém-nascido.
Com base em 24 mil entrevistas que serão realizadas em hospitais públicos e privados em todos os estados, os pesquisadores procurarão saber quais fatores influenciam a escolha pelo parto normal ou pela cesariana.
O projeto está sendo conduzido em parceria com o IFF/Fiocruz (Instituto Fernandes Figueira), universidades estaduais e federais e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Os resultados devem ser apresentados até o fim deste ano.
De acordo com a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Maria do Carmo Leal, que coordena o estudo, a alta incidência de cesarianas no país, principalmente em hospitais da rede privada, pode estar relacionada ao aumento do número de casos de bebês prematuros.
Segundo Maria do Carmo, quase metade (47%) dos 3 milhões de partos que ocorrem anualmente no país são feitos por cesariana. Nos hospitais públicos, as cesarianas representam 30% dos nascimentos e, nas unidades particulares, 80% do total. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o percentual fique entre 15% e 20%.
A médica citou estudos que apontam relação entre o crescimento do número de cesarianas, cerca de 44% nos últimos 33 anos, e o aumento da prematuridade, que com alta de 130% em 22 anos.
- Queremos entender por que isso vem ocorrendo e se esses fatos estão relacionados à forma de assistência ao parto. Afinal, a medicina é cada vez mais intervencionista em todas as áreas e também no nascimento.
Ela ressalta que a cesariana é importante quando há risco de complicações para a mãe ou necessidade de salvar a vida do bebê, mas diz que, na maioria dos casos, não é esse o motivo da intervenção médica.
Segundo a médica, embora haja padrões que indiquem que o bebê está pronto para nascer, nenhum exame é capaz de determinar seu total amadurecimento.
- Só é possível saber isso quando a criança 'avisa'. Afinal, o processo de amadurecimento varia, e umas precisam de mais tempo do que outras. Por isso, para um bebê que iria nascer com 40 ou 41 semanas, nascer com 38 semanas é prematuridade.
Tecnicamente, porém, os bebês não são considerados prematuros a partir da 37ª semana de gestação. Segundo Maria do Carmo, o indicador mais frequente de um nascimento antecipado é a imaturidade respiratória. Para a mãe, entre os problemas que podem ocorrer em função do parto cesariano, estão maiores possibilidades de infecção devido à cirurgia e mais dificuldade para amamentar o bebê.
Foram esses riscos que levaram a publicitária carioca Aline Barbosa a optar, logo no início da gestação, pelo parto normal. Ela disse à obstetra que fazia questão do parto normal e começou a fazer sessões de ioga para gestantes no terceiro mês de gravidez, para preparar o corpo para o nascimento do bebê.
- Tinha muito medo das possíveis complicações de uma cirurgia. Além disso, a recuperação no pós-parto é mais difícil em caso de cesariana.
Segundo a publicitária, muitos médicos encontram nos exames feitos durante a gravidez diversos motivos para indicar a cesariana. Seu caso, porém, foi diferente. Aline deu à luz, em parto normal, Maria Clara. A menina nasceu com 48 centímetros e pesando 3,6 quilos.
- Não tive problemas. Minha médica me orientou e fez de tudo para viabilizar o parto normal. Muitas mulheres têm medo do parto normal porque não sabem o que está acontecendo com o corpo. Por isso, buscar informação faz diferença. Não ameniza a dor, mas garante maior tranquilidade.
Parto normal dimunui riscos de infecção e difculdades respiratórias e facilita a amamentação, diz médica .Publicidade..Uma equipe de pesquisadores da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública), ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vai investigar os motivos que levam a mulher a optar pelo parto normal ou pela cesariana e avaliar que consequências a escolha pode trazer para a mãe e o recém-nascido.
Com base em 24 mil entrevistas que serão realizadas em hospitais públicos e privados em todos os estados, os pesquisadores procurarão saber quais fatores influenciam a escolha pelo parto normal ou pela cesariana.
O projeto está sendo conduzido em parceria com o IFF/Fiocruz (Instituto Fernandes Figueira), universidades estaduais e federais e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Os resultados devem ser apresentados até o fim deste ano.
De acordo com a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Maria do Carmo Leal, que coordena o estudo, a alta incidência de cesarianas no país, principalmente em hospitais da rede privada, pode estar relacionada ao aumento do número de casos de bebês prematuros.
Segundo Maria do Carmo, quase metade (47%) dos 3 milhões de partos que ocorrem anualmente no país são feitos por cesariana. Nos hospitais públicos, as cesarianas representam 30% dos nascimentos e, nas unidades particulares, 80% do total. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o percentual fique entre 15% e 20%.
A médica citou estudos que apontam relação entre o crescimento do número de cesarianas, cerca de 44% nos últimos 33 anos, e o aumento da prematuridade, que com alta de 130% em 22 anos.
- Queremos entender por que isso vem ocorrendo e se esses fatos estão relacionados à forma de assistência ao parto. Afinal, a medicina é cada vez mais intervencionista em todas as áreas e também no nascimento.
Ela ressalta que a cesariana é importante quando há risco de complicações para a mãe ou necessidade de salvar a vida do bebê, mas diz que, na maioria dos casos, não é esse o motivo da intervenção médica.
Segundo a médica, embora haja padrões que indiquem que o bebê está pronto para nascer, nenhum exame é capaz de determinar seu total amadurecimento.
- Só é possível saber isso quando a criança 'avisa'. Afinal, o processo de amadurecimento varia, e umas precisam de mais tempo do que outras. Por isso, para um bebê que iria nascer com 40 ou 41 semanas, nascer com 38 semanas é prematuridade.
Tecnicamente, porém, os bebês não são considerados prematuros a partir da 37ª semana de gestação. Segundo Maria do Carmo, o indicador mais frequente de um nascimento antecipado é a imaturidade respiratória. Para a mãe, entre os problemas que podem ocorrer em função do parto cesariano, estão maiores possibilidades de infecção devido à cirurgia e mais dificuldade para amamentar o bebê.
Foram esses riscos que levaram a publicitária carioca Aline Barbosa a optar, logo no início da gestação, pelo parto normal. Ela disse à obstetra que fazia questão do parto normal e começou a fazer sessões de ioga para gestantes no terceiro mês de gravidez, para preparar o corpo para o nascimento do bebê.
- Tinha muito medo das possíveis complicações de uma cirurgia. Além disso, a recuperação no pós-parto é mais difícil em caso de cesariana.
Segundo a publicitária, muitos médicos encontram nos exames feitos durante a gravidez diversos motivos para indicar a cesariana. Seu caso, porém, foi diferente. Aline deu à luz, em parto normal, Maria Clara. A menina nasceu com 48 centímetros e pesando 3,6 quilos.
- Não tive problemas. Minha médica me orientou e fez de tudo para viabilizar o parto normal. Muitas mulheres têm medo do parto normal porque não sabem o que está acontecendo com o corpo. Por isso, buscar informação faz diferença. Não ameniza a dor, mas garante maior tranquilidade.
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Evidências Ciêntíficas
sábado, 12 de fevereiro de 2011
CNTS convida ministro a participar do seminário sobre condições de trabalho
Os dirigentes da CNTS aproveitaram a oportunidade do encontro com o ministro Alexandre Padilha para comunicar e convidá-lo para a solenidade de abertura do Seminário Nacional sobre as Condições de Trabalho dos Trabalhadores na Saúde, a realizar-se no dia 30 de março de 2011, a partir das 9h00, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, sob a coordenação da Comissão de Legislação Participativa e colaboração da CNTS, ABEn, Cofen e FNE.
No documento entregue ao ministro, a Confederação ressalta que a ampliação do debate acerca das condições de trabalho dos profissionais da saúde se faz urgente e necessária diante dos fatos recorrentes de assistência inadequada e, por vezes, de consequências dramáticas, e visa reforçar a discussão quanto à formação, à qualificação e execução das atividades, abordando todo o ambiente de trabalho.
Mais que reconhecer os erros e/ou julgar os profissionais envolvidos e ainda generalizar para toda a categoria a má atuação de alguns profissionais, a CNTS destacou a necessidade do trabalho conjunto entre governo, parlamento, empregadores e trabalhadores no sentido de refletirem sobre os acontecimentos, buscando corrigir as causas e adoção de medidas de prevenção para o trabalho em saúde, que levem em conta as necessidades e as reais condições em que os trabalhadores da saúde prestam atendimento à população.
“Essa discussão passa pela análise da real situação da saúde no país, pelo sub-financiamento e má gestão do setor, pela degradação das instalações e falta de equipamentos, pela superlotação de pacientes e escassez da mão de obra, pela necessidade de qualificação permanente e continuada, pela adoção de políticas de recursos humanos e de valori zação profissional. Enfim, o debate deve ter como objetivo assegurar o fortalecimento e reorganização do SUS, a recuperação das unidades hospitalares, qualificação profissional, condições dignas de trabalho e, consequentemente, condições para a assistência integral e de qualidade à população brasileira”, ressalta o documento da Confederação.
Fonte ; CNTS
--
Enfº Adilton Dorival Leite
Seção de Apoio e Desenvolvimento do Profissional-SADP
Serviço de Recursos Humanos
Hospital da Mulher Prof Dr José Aristodemo Pinotti
CAISM / UNICAMP
F. (19) 3521.8513
E-mail: adilton@unicamp.br
Blog: http://adilton2.blog.uol.com.br/
No documento entregue ao ministro, a Confederação ressalta que a ampliação do debate acerca das condições de trabalho dos profissionais da saúde se faz urgente e necessária diante dos fatos recorrentes de assistência inadequada e, por vezes, de consequências dramáticas, e visa reforçar a discussão quanto à formação, à qualificação e execução das atividades, abordando todo o ambiente de trabalho.
Mais que reconhecer os erros e/ou julgar os profissionais envolvidos e ainda generalizar para toda a categoria a má atuação de alguns profissionais, a CNTS destacou a necessidade do trabalho conjunto entre governo, parlamento, empregadores e trabalhadores no sentido de refletirem sobre os acontecimentos, buscando corrigir as causas e adoção de medidas de prevenção para o trabalho em saúde, que levem em conta as necessidades e as reais condições em que os trabalhadores da saúde prestam atendimento à população.
“Essa discussão passa pela análise da real situação da saúde no país, pelo sub-financiamento e má gestão do setor, pela degradação das instalações e falta de equipamentos, pela superlotação de pacientes e escassez da mão de obra, pela necessidade de qualificação permanente e continuada, pela adoção de políticas de recursos humanos e de valori zação profissional. Enfim, o debate deve ter como objetivo assegurar o fortalecimento e reorganização do SUS, a recuperação das unidades hospitalares, qualificação profissional, condições dignas de trabalho e, consequentemente, condições para a assistência integral e de qualidade à população brasileira”, ressalta o documento da Confederação.
Fonte ; CNTS
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