domingo, 3 de julho de 2011

MPF determina que obstetriz tenha registro de enfermeiro

Posição é definitiva, afirma procuradora Eugênia Gonzaga; conselhos têm 25 dias para se manifestar

                                                                                       30 de junho de 2011

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF) determinou ontem que o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) registre como enfermeiros todos os profissionais formados em bacharelados em Obstetrícia de cursos reconhecidos. A regra do MPF vale também para todos os conselhos regionais da profissão do País.
Para isso, o MPF pede que o conselho anule a resolução n.º 378. O documento, de 28 de abril, proíbe "a inscrição de portadores de diploma de obstetriz nos Conselhos Regionais de Enfermagem do País, como enfermeiro, enfermeiro obstetriz ou simplesmente obstetriz, cuja grade curricular mínima à formação no curso de enfermeiro generalista não foi cumprida".
Os conselhos têm 25 dias para se manifestarem em relação ao cumprimento da determinação. Segundo a procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga, que expediu a recomendação, os órgãos podem ser punidos judicialmente caso não cumpram a medida.
"Essa recomendação é a posição definitiva do MPF", afirmou a procuradora. "Se não cumprirem, podem ser acionados na Justiça", afirmou.
De acordo com Eugênia, as possíveis punições seriam a anulação da resolução por meio de ordem judicial e processos por danos morais coletivos, além de ações individuais. O texto da procuradora classifica como enfermeiro "o titular do diploma ou certificado de obstetriz ou de enfermeira obstétrica, conferidos nos termos da lei".
Para o MPF, são os órgãos educacionais que devem avaliar a qualidade dos cursos de nível superior - e não os conselhos, o que torna ilegal o veto ao registro. "Se esses órgãos aprovaram os cursos, não cabe ao conselho negar o registro", disse a procuradora.
Procurado, o Cofen não se manifestou. A assessoria de imprensa do órgão disse apenas que, caso houvesse um posicionamento, este seria publicado no site. Até o fechamento desta edição, nenhuma nota sobre o tema foi divulgada na página.


PARA LEMBRARUm inquérito civil foi aberto quando veio à tona que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) negava o registro profissional aos formandos do curso de Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo (USP). A instituição alterou a grade do curso, mas, mesmo assim, o conselho continuou recusando.

Oficina: Posições do parto como intervenção e prevenção de distócias - com Mary Zwart


Casa Angela
                                      Centro de Parto Normal 
               
apresenta
Parto Humanizado no cenário mundial
Oficina: Posições do parto como intervenção e prevenção de distócias


Palestrante: Mary Zwart   
Parteira holandesa independente, fundadora da Escola Perinatal Européia, membro do Fórum Europeu de Cuidados Primários, membro da Humpar (Associação Portuguesa pela Humanização do Parto), representante internacional da Iniciativa Amiga da Mãe e do Bebê (Mother-Baby-Friendly Care Iniciative). No Brasil, colabora com o Movimento de Humanização do Parto e na capacitação de profissionais.

Dia: 13/07/2011

Horário: 8h-8h30 recepção e cadastramento dos participantes
    8h30-12h30 Palestra


VAGAS LIMITADAS!
Investimento: R$ 10 / Estudantes R$ 5
Inscrições pelo email: casaangela@monteazul.org.br
Contato: (11) 5852-5332      www.casaangela.org.br     

terça-feira, 3 de maio de 2011

MARCHA DA PARTEIRAS - 5 DE MAIO

Na próxima quinta-feira - 05/05 - o Curso de Obstetrícia promoverá evento comemorativo ao dia internacional da obstetriz (gratuito).
No final do dia, haverá uma marcha, veja o cartaz acima.



Maiores informações em:
http://xa.yimg.com/kq/groups/10576287/405656898/name/Obstetricia%20-%20USP.mht